03/07/2012

- Capitulo 5 – Tudo é esclarecido


Acordei em uma confortável cama, ao meu lado estava Logan com seus olhos brancos... Era verdade! O que tinha acontecido naquele apartamento, tudo foi real... Não era lentes brancas, mas sim seus verdadeiros olhos, isso quer dizer que aqueles olhos castanhos cor de mel, seria a lente que ele colocara em cima de seus olhos. O que tinha acontecido com minha mãe ou minha falsa mãe que seja, era verdade, ela era uma vampira e eu lhe ataquei, o que provavelmente eu não queria fazer mas tinha ficado nervoso naquela hora, então isto ocorreu.

– Acordou dorminhoco? – perguntou-me Logan que provavelmente viu meus movimentos e finalizou que eu teria acordado. – Creio que você vai demorar a dormir novamente... Você dormiu por três dias seguidos... Nem eu faço isto quando tinha que fingir que era um aluno normal e chegava da academia Deveolopy’s muito cansado...

Eu abri os olhos, e Logan assustou-se:

– O que é isto?

– Isto o que?

– Seus olhos... Preto, branco e vermelho...

– O que?

Logan, ainda assustado, levantou-se da cadeira em que estava sentado e apanhou um espelho no armário a minha frente. Ele virou lhe para mim e pude ver meu reflexo. Agora tinha entendido o que queria dizer estas cores em que Logan mencionou no apartamento do tio Roger quando eu lutara com minha mãe, ou pode se chamar aquilo de um simples desequilíbrio. A pupila, que costumava ser preto, era vermelha; A cor verde acinzentado era branca; a cor branca dos olhos era preto, isto era totalmente podemos dizer... Exótico.

– O que, aconteceu com meus... Olhos? Se isto pode se chamar de um... Eu pareço um monstro... O que é isto?

– Nossa... Parece bem obvio... Você sabe que sua mãe era uma feiticeira e seu pai um lobo, e então você nasceu com essas duas personalidades... Se eu estiver certo, quando Laisa te mordeu você automaticamente, virou um vampiro também...

– O que?

– Brian! Você é mais poderoso ainda... muito mais poderoso, ja era sem os poderes dos vampiros mas agora...

– Como assim? Eu não estou entendendo... O que é isto? Sou um vampiro, lobo, feiticeiro... nao sei se estou certo de afirmar que isto possa existir... voce nao me convenceu bem, Logan.

Brian achava que isto não tinha sentido algum, que esses mitos, lendas, contos, ou seja, o que for sobre feiticeiros que tem poderes, homens que viram um lobo, e outros que tenham garras e pressas radicalmente afiadas e que tiram sangue de humanos. Mas, depois da prova que teve de ver sua mãe ou falsa mãe seja o que for, pode mudar seus pensamentos sobre estas coisas... Mas ele não sabia... Podia não passar de um simples sonho ou pesadelo se é o que posso dizer.

– Quer dizer que você ainda não acredita no que eu lhe disse, não é mesmo?

Nao... é claro que eu nao acredito... quer dizer, nao sei... – Brian olhou para o chão do pequeno cômodo a qual não sabia em qual estava, tentando lembrar o que tinha acontecido na noite passada, ou a três dias atrás como Logan dissera – Preciso de mais uma prova... Os meus olhos monstruosos, os seus olhos, a Laisa, acho que estas coisas ainda não me convenceram... Se me der mais uma prova de que isto é real, eu lhe prometo que acredito plenamente em voce.

Logan ancioso com a proposta, sabendo que eu podia acreditar em suas palavras disse a mim saindo do quarto ou daquele comodo, seja o que for:

– Vou chamar o Richard...

Ele bateu a porta que parecia ser de madeira ou de palha, pois naquele cômodo praticamente escuro, não dava para definir os moveis ou qualquer objeto que esteja por ali.

Qual seria a verdade?  Porque minha mente e minhas expectativas não me deixavam pensar que o fato de existir vampiros, feiticeiros e lobos poderia ter alguma chance de ser real? O que eu era? Eu não era o que eu pensava ser? Tinha de ser do pior jeito?

Depois de alguns segundos, Richard apareceu na porta junto com Logan. Richard abriu um largo sorriso sempre colado ao rosto. Ele parecia estar mais novo, parecia ter uns cinquenta anos no máximo pois seus cabelos não eram mais praticamente brancos, mas sim, grisalhos. Suas rugas agora eram meramente disfarçadas, mas pelo menos uma coisa continuava igual, os seus olhos brancos.

Logo, vinham pessoas agindo com   o fãs que Brian pode ver pela janela semiaberta do quarto ou do cômodo qualquer. Elas corriam em direção para a porta sendo aberta pelo Richard. Ele não conhecia nenhuma delas, a não ser uma menina de cabelos ruivos ao lado de um menino de cabelos cor de mel... Eram Grace e Luke. Os “fãs” chegaram ate a porta, e eles empurravam um aos outros só para poder me ver, ou tentar pelo menos. As que não conseguiam ter minha imagem ficavam perguntando aos outros: “Me deixa ver ele?” ou “Como são os olhos dele?”. Richard os fitou e logo, os “fãs” ficaram calados, sem mais nenhuma pergunta ou agitação. O silencio retornou-se naquele pequeno cômodo.

Richard e Logan, ambos se olharam e fizeram um sinal a qual eu não entendi. Logan caminhou-se para a porta e conseguiu tirar meus “fãs” daquele lugar:

– Todo mundo... Afastem-se, vão para fora... o Richard quer falar com ele...

Logan tirou os “fãs” que agora, estavam infelizes por não poder mais me ver. Logan permaneceu no pequeno cômodo, mas logo Richard advertiu:

– Não fique pensando que vai poder ouvir a conversa só porque é amigo, Logan... Você também vai para fora.

Logan sentiu-se infeliz, mas respeitou a advertência de Richard, e abandonou o lugar deixando-me sozinho com o Richard.

Ele me fitou e sorriu novamente, e soletrou meu nome:

– Brian Pettry... O menino de quatorze anos mais poderoso do mundo...

– Do que esta falando? Olha... Eu não sei se eu posso acreditar nessa coisa de vampiros, feiticeiros e sei lá mais o que... Logan tentou me convencer, mas não deu muito certo... agora só vou passar a acreditar nisto se você me dar uma prova!

– Tem razão... Quando eu descobri que eu era um feiticeiro, eu não me aceitei, não aceitei exatamente como eu era... Eu queria sair por ai, brincar na rua, mas não... o meu destino foi esse, e hoje, me orgulho de quem eu sou, e eu tenho a plena certeza que você também vai se orgulhar de si mesmo quando souber de sua história...

– Eu sei o que sou... Um brasileiro de quatorze anos que por falta de sorte fui parar em Los Angeles, por causa de meu tio milionário.

– Não... Não estou falando desta historia... Estou falando de uma historia que você não sabia ate hoje e tenho certeza que muitos humanos ignoram essas historias pois acham que é uma bobagem ou besteira ou acham apenas que essas historias são para divertir que esta lendo-a ou ouvindo-a... Você, Brian veio de uma geração de feiticeiros e lobos... E você pode passar a acreditar, pois eu não estaria aqui perdendo o meu tempo falando bobagens pra você... Não teria algum sentido...

A sua fala de pessoa que tinha certeza do que estava dizendo e porque estava dizendo parecia muito real... Seus olhos brancos me enfeitiçavam e eu não podia contraria-lo... Ele tinha a razão, pois não estaria ali perdendo seu tempo fingindo que ele e Brian estavam em uma historia de feiticeiros e não sei mais o que...

Houve um momento de silencio no cômodo, pois Richard e eu estávamos tentando ouvir se havia algum penetra escutando nossa conversa. Richard, sem fazer rangidos de sua caminhada no chão de madeira com seus pés pesados, caminhou ate a porta e lhe abriu rapidamente, tentando pegar o penetra de surpresa. Fora do cômodo onde eu estava, pude ver que todos os meus “fãs” escutavam do outro lado de fora da porta. Richard fez uma expressão raivosa em seu rosto o que assustou a todos e no próximo segundo, não havia mais ninguém do lado de fora do cômodo onde eu estava.

– Acho que podemos continuar... – Disse Richard fechando a porta tendo a certeza que não havia mais nenhum “fã” – Isto é uma obseção por você... Não param de perguntar se já tinha acordado desde quando você chegou.

– Quem são essas pessoas? Eu virei um cantor de rock e estes são meus “fãs”?

– Praticamente isto... – Richard arrastou uma cadeira perto da janela e levou ate ao meu lado – Na verdade, eles são como você... Quer dizer, não existe ninguém como você, mas eles são o exercito de feiticeiros...

Brian não conseguiu controlar o riso e interrompendo Richard, lhe indagou;

– Exercito de feiticeiros? Formado por... – Brian estimou a quantidade de pessoas que havia ali – vinte pessoas? Tem certeza que isto pode ser chamado de exercito?

– Não importa o numero de participantes, mas sim seu grau de experiência...

–Ta... Tanto faz, mas me diz... O que estou fazendo aqui? Pois isto não é parecido com meu apartamento...

– Isto?... Você perguntou mesmo o que é isto?

– É eu perguntei o que é isto... Pode me responder?

– Isto é simplesmente o território de Tonkys, na verdade, uma ilha que abriga todas as raças, somente a humana não esta presente...

– Serio? Quero voltar para meu apartamento...

– Você não pode! Por enquanto tem que ficar aqui, que é o único lugar onde você esta protegido...

– Por que estou aqui? Eu já lhe fiz esta pergunta e você não me respondeu, agora eu quero a resposta, sem enrolamento... Por que eu estou aqui?

– Olha... eu vou lhe contar uma historia que aconteceu a muitos e muitos anos... – Richard tirou um papel de seu bolso e começou a ler para Brian



Desde a origem do humano, existiu um feiticeiro, um lobo, e um vampiro. O nome do feiticeiro era Tonkys, o do lobo, Thiele, e o nome do vampiro, Murfak...”.



Brian interrompeu a leitura de Richard e lhe indagou:

– Murfak? Era o nome que Logan disse a mim quando mencionou os olhos brancos...

– Ele disse que foi o primeiro nome que lhe veio a cabeça... Continuando:



“Eles eram tão fortes como todos possam imaginar e ainda mais um pouco... Os mais poderosos do mundo inteiro... Eles juraram não ter relacionamentos com mortais, pois assim, sabiam que a criança nascida iria ter as suas características e consecutivamente, seus poderes, e como eram ignorantes, eles não queriam nada disso... Queriam somente eles com o total poder do mundo... Mas nesse mesmo dia, todos os três se relacionaram com mortais com uma maldição do vampiro Murfak, e assim violaram a regra entre eles. Se revoltaram, e as suas brigas ficaram cada dia mais intensa, mas saberiam que nunca poderiam ferir uns aos outros, assim, decidiram usar seus filhos para fazer uma guerra. Os primeiros filhos, Laisa, Tom, e eu, Mary ficamos ao lado de nossos pais,muito protegidos, pois iríamos ajudar a recuperar o poder e o lugar se algum deles os perdesse... A guerra aconteceu com seus outros filhos, ela demorou cinquenta anos.

Todos os que participaram da luta morreram, sobrando somente os “três poderosos” e nós que desde então começamos a origem de todos os outros nos relacionando com mortais, já que entre nos, não havia promessas muito menos regras. Estou muito feliz com isto.

Diário de Mary. 15/05/1147”



– Então, foi isto... – Disse Richard após ler o pequeno pedaço de papel, dobrar e guardar novamente no bolso – A autora desta carta foi sua mãe.

– E Laisa? Como Logan diz, Laisa é minha falsa mae?

– Sim... Ela se passou por sua mãe só para te atrair para a raça dos vampiros.

– Então, minha verdadeira mãe era a Mary e ela foi morta pela minha falsa mãe, Laisa? Isto é muito complicado... ate demais!

– E seu pai, era o Tom – Acrescentou Richard.

– Richard, pode me contar como foi o romance entre meu pai Tom e minha mãe Mary?

– Na verdade... Esta historia é mais complicada que a que sua mae é a sua falsa mae e nao sei mais o que... Mary e Tom, se conheceram em Los Angeles em 1232 e eles nao sabiam que uma era feiticeira e o outro era o lobo, ou seja, eles achavam que estava se relacionando como qualquer outro humano. Mais entao, em 1233, eles tiveram voce!

Brian ficou de queixo caido, pois ele nao imaginara que ele havia nascido em 1233, sempre achara que foi em 1997... agora sim que ele nao entenderia mais nada.

– O que? Eu nasci em 1233?

– Você é o mais velho daqui... mas tem aparencia de quatorze anos pois sua mae lhe jogou um feitico para voce ficar “congelado” por... – Richard fez a conta mentalmente – por 764 anos...

– Congelado?

– Não é congelado exatamente... é tipo um feitico que so ela pode fazer para deixar alguem sem desenvolver... Ela decidiu fazer isto pois descubriu que Tom era lobo, e assim ela saberia que voce iria nascer com as duas caracteristicas, voce iria ser disputado por todas as racas pois era forte como um dos “tres poderosos”, Mary nao queria ver voce, um filho dela em outro grupo de raça a nao ser o seu. So em 1997 foi descongelado para poder realmente, pertencer a um grupo – Richard deu uma pausa e se ajustou na cadeira desconfortável se sentindo mais a vontade para conversar comigo – Tom nunca viu você como filho, e só agora sabe que você pertence a ele também... Soube que ele ta furioso e pretende levar você ate a sua raça.

– Então, se você diz que sou tão poderoso... Sou imortal?

– Olhe Brian, isto é a única coisa que eu não vou saber lhe responder... Isto nós vamos descobrir no meio da luta...

– Meio da luta? Que luta?

– Brian, desde suas existências, os “três poderosos” queriam fazer uma luta para descobrir quem era o melhor dos três, e só assim, a raça que sobrar seja vampiro, feiticeiro ou a raça dos lobos, seria a que iria ficar para sempre...

– Que egoístas! É como excluissem os negros do mundo e somente os bracos o dominasse...

– Isto... Mas aqui não existe um governo que defende os direitos dos negros, só existe a guerra, e é por isto que voce esta aqui, Brian, para ajudar a nossa raça, ou seja, a raça dos feiticeiros a dominar o mundo!

O silencio voltou naquele pequeno cômodo e eu fiquei pensando, como seria uma guerra entre pessoas com habilidades, poderes e praticamente imortais.

– Receio que você esta querendo ver um pouco de luz... não é mesmo?  – Indagou-me Richard se levantando da sua cadeira.

– Claro... Como vocês disseram, eu não acordo a três dias...

Richard sorriu e estendeu seu braço sobre o meu  para me ajudar a se levantar daquela cama confortável a qual estava fazia três dias. Pude ver que meu pe estava enfaixado. Eu ja havia notado algo a mais sobre ele mas eu nao tinha me manifestado ainda pois nao me encomodara.

– O que aconteceu com meu pé?

– Foi a Laisa... ela estava com a asa quebrada, quando ela te mordeu e você apagou, ela caiu em cima de seu pé...

Eu tinha me lembrado da mordida em meu pescoço e passei a mão nele para ver se havia algum curativo, ou se o ferimento ainda continuara ali. Richard me olhou de relance, e olhando para meu pescoço ele anunciou:

– Não há curativos... só marcas que nunca mais iram sair... Viu como você é poderoso? Se qualquer um que tivesse sido mordido por uma das mais poderosas vampira, com certeza havia morrido.

– Eu sei... eu já li um livro sobre vampiros...

– Por favor... Não pense que estas historias são totalmente verdadeiras...

– Do que esta falando senhor?

– Este livro falava que os vampiros não apareciam no espelho, que precisava de sangue para sobreviver, que eles usavam capas e dormiam em caixões?

– Sim!

– Pois ele esta totalmente errado, Brian... os vampiros aparecem no espelho; eles não precisam morder e chupar o sangue de outra pessoa para sobreviver, só fazem isto para tornar a pessoa mordida uma vampira, o que foi o seu caso, ou somente para matar; eles não viram morcego com sua capa, pois não as usam; e eles nunca dormem...
Brian conseguiu se levantar daquela cama com uma ajuda de Richard, e logo estava de pé depois de três dias.
– Interessante! – Conclui

Nos ficamos em silencio, e pela primeira vez, pude atravessar aquela porta e ver a luz do sol novamente. Eu estava em uma praia, mas não era a de Los Angeles pois não havia turistas ou amadores de praias, mas havia ali, varias cabanas de palha e madeira que formavam um circulo no meio da areia, e no meio delas, havia alguns pedaços de arvore que provavelmente serviria para sentar ou fazer uma fogueira de noite.

Conclui que as cabanas eram onde aqueles meus “fãs” moravam, pois eles passavam pela janela e observava por elas, eu sair daquele cômodo em que estava. Elas voltaram a estar ansiosas, e rapidamente em um piscar de olhos, esses meus “fãs” estavam a um centímetro diante de mim, se perguntando novamente coisas como “Olha os olhos dele, tem três cores!” ou “ Ele deve ser tão poderoso...”.

Richard caminhando para uma cabana logo ao lado da que eu estava, disse a mim e a todos:

– Brian, pode conhecer eles... – Ele olhou de relance para todos os outros – Agora vocês podem perguntar as coisas que querem saber para ele!

Elas ficaram ansiosas e pareciam fotógrafos e repórteres que achou alguém muito famoso caminhando nas praias de Los Angeles. Fiquei um pouco atordoado com aquela algazarra, mas tentei responder aquelas perguntas que me faziam:

– Como você sobreviveu daquela mordida de sua tia, ou falsa mãe seja o que for...? – Indagou um homem de uns dezessete anos

– Não foi fácil... na verdade nem sei como sobrevivi, pra mim não faz diferença alguma... – Respondi.
– Quer dizer então que você é o neto de Tonkys e de Thiele? – Perguntou uma mulher que parecia mais admirada de todos.

– Provavelmente... na verdade vocês que deveriam saber... sabem mais de mim do que eu mesmo, não é verdade? – Respondi já não muito paciente.

Encontrei Grace, Luke e Logan no meio da multidão de umas vinte pessoas. Sem falar, ou responder mais nenhuma pergunta, eu fui na direção deles, e lhes arrastei pelos braços ate a cabana onde eu estava. Quando Grace, Luke e Logan entraram, eu tranquei a porta e fechei a janela.

– Então quer dizer que vocês fingiram que não sabiam de nada e não me contaram nada ate eu vir para aqui? – Lhes indaguei em tom sarcástico.

– Esta bravo com nos, Brian? – Perguntou Grace, se redimindo.

– É claro que não! Só estou brincando...

Dizendo isto, eu lhes abracei, ficando contente em saber que estavam bem durante aquele tempo, já que agora eram meus verdadeiros amigos, poderia confiar tudo a eles.

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