03/05/2012

- Capitulo 4 – Meu jantar se torna em uma tragédia


Cheguei do colégio Devolopys e comi a deliciosa comida de minha mãe, a comida que eu mais adorava... omelete! Pode parecer estranho, mas eu adorava aquela omelete. Era como se tivesse um toque especial, que fizesse com que ele fosse meu prato preferido.
Mamãe concordara em oferecer um jantar ao meu amigo, ela iria fazer lasanha para lhe recebermos bem.
Fiquei pensando como foi a minha atitude ao falar a um amigo não ser ele mesmo, para ele tirar aquelas estranhas lentes brancas. Mas conheço minha mãe e tenho certeza de que se ela visse isso, os olhos brancos de Logan, era capaz de me mudar de escola e ainda falar em processo por ter alunos “Murfaks”.
Mas isso não me preocupava muito, pois ele concordou nos primeiros segundos em vir ao jantar com seus verdadeiros olhos.
À tarde passara rapidamente, e naquela noite de sexta feira, a campainha do apartamento soou. Era o Logan! Eram 20:11hrs no relógio da sala de estar, na entrada.
- Eu atendo! –Disse a minha mãe que estava na cozinha preparando a lasanha.
Passei pela sala de jantar, e pela sala, atendi a porta abrindo-a.
- Eae Brian! – Logan estendeu sua mão para que eu pudesse cumprimenta-lo. Demos um aperto de mão afetuoso.
- Entre! – Lhe convidei saindo da passagem.
Ele entrou, e ficou fascinado ao ver a sala de estar de luxo. Logan estava com seus “verdadeiros olhos”, castanhos, cor de mel.
- Incrível! Esta sala... O apartamento... tudo!
- Sim, é do meu tio.
Minha mãe aparece de repente na porta da sala enxugando suas mãos no avental que estava usando. Ela olhou para Logan, e ele para ela. Ambos deram um sorriso forçado, e minha mãe cortou o silêncio.
- Logan!
Fiquei perplexo, pois não tinha mencionado seu nome a ela, então lhe perguntei:
- Como sabe o nome dele?
- Eeer... você... falou o nome dele.
- Não falei não!
Logan e Laisa se encararam, até parecia que já se conheciam, achei estranho. Mas mudando de assunto, falei:
- Mãe, a lasanha já não esta pronta?
Ela olhou para mim e sorriu novamente.
- Sim! Eeer... Claro, vou tirar do forno agora mesmo!
Minha mãe saiu da sala, olhando uma última vez para Logan, lhe encarando.
- O que é isso? – Perguntei a Logan que sentara no sofá.
- Isso o que?
- Vocês dois... Até parece que já se conhecem como inimigos.
Logan arregalou os olhos, e rapidamente negou:
- Não!... Isso não! Inimigos... Não!
- Mas ficou parecendo inimigos sim... Que se encontraram depois de muito tempo
Logan arregalou os olhos novamente.
- Jantar! Venham crianças. – Gritou mamãe, nos chamando na cozinha.
Logan e eu caminhamos até a sala de jantar, onde lá vimos a mesa toda decorada com flores e velas. Era o que mamãe fazia quando vinha uma visita.
Ela apareceu na porta entre a cozinha e a sala de jantar, com uma bandeja de copos e o delicioso suco de laranja. Depois, com a maravilhosa lasanha de presunto e queijo que acabara de sair do forno. Ela nos serviu, colocando um pedaço de lasanha em cada um dos três pratos na mesa.
- Suco? – Perguntou minha mãe a Logan com a jarra de suco de laranja em suas mãos.
- Não! – Respondeu ele rapidamente como se a bebida lhe trouxesse algum mal.
- Eu quero! - Peguei a jarra da bebida da mão da minha mãe, e quando fui despejar o suco de laranja sobre meu copo vazio, Logan exclamou:
- Não! Não tome isso Brian! - eu e minha mãe olhamos confusos para ele com a sua negação...  - Por favor!
Minha mãe foi mudando sua expressão para raivosa, parecendo entender o porque  do Logan não querer que eu tomasse o suco que sempre tomei, e ela exclamou:
- Ele vai tomar! - Insistiu mamãe despejando o suco sobre o meu copo.
Estava confuso, sem saber o que fazia.  Acho que se aquilo continuasse, causaria uma briga entre os dois.
- Não, ele não vai! - Exclamou Logan com firmeza, aumentando seu tom de voz, e como ela, ficando raivoso.
- Ele é meu filho, e se eu quiser que ele tome o suco...  – Ela parecia acabar com a discutição se levantando de seu acento, derrubando a sua cadeira, e afirmando com um tom de voz mais forte ainda  -Ele toma!
Logan também se levantou, encarando ainda mais de perto, e pontuou a frase com todas as expressões raivosas possíveis:
- Ele... não é... seu filho!
Os olhos castanhos de Logan, de alguma forma, foram se dissolvendo e logo, ele estava novamente com olhos interamente brancos. O mesmo aconteceu com mamãe, mas seus olhos não ficaram brancos e sim, um tom de vermelho vivo como o fogo.
Eu me encolhi no canto, e não sabia o que fazer. Meu melhor amigo discutira com minha mãe, e minha mãe, discutira com meu melhor amigo.
De repente, os dois se atacaram, mas não era briga como socos e chutes, era muito mais intenso, e parecia bem mais doloroso. Eu tentei interferir na briga, mas sai dela com um arranhão no braço. Logan, no meio da briga, encostou em meu outro braço, e em uma fração de segundos, estava no meu quarto de luxo, junto com ele. Confuso, assustado, me sentindo estranho, eu lhe perguntei tentando me acalmar:
- O que... foi ... isso?
- Olha, não da para explicar muito agora, pois aquela sua mãe psicopata, daqui a pouco vai nos encontrar... eu não sou aquele tal “Murfak”...  foi o primeiro nome que veio a minha cabeça, na verdade Murfak  é o vampiro mais poderoso do mundo... Os olhos brancos, significam os feiticeiros... Lobos, tem olhos negros... E vermelhos são os olhos dos vampiros... “sua mãe”- ele fez sinal de aspas ao mencionar “sua mãe”- ... ela é uma vampira...
- O que como assim?
- Calado... deixa eu lhe explicar... Sua mãe na verdade... não é sua mãe.
- Eu estou sonhando?
- CALADO, e preste atenção! Sua verdadeira mãe, não existe... quer dizer, ela era uma feiticeira, mas ela morreu, e foi essa sua mãe falsa, Laisa que lhe matou.
Eu fiz cara de confuso pois parecia que eu acabara de cair em um programa de piadas.
- Esta entendendo? – Perguntou Logan vendo minhas expressões.
- Estou tentando... continue
- Sua verdadeira mãe, já morreu, era uma boa mulher, uma boa feiticeira, e ela se casou com um homem, que parecia um humano qualquer... mas quando ela já tivera você, ela descobriu que na verdade ele era lobo...
- Feiticeiros não existem!
- Se calar a boca e me deixar falar eu agradeceria, pois se feiticeiros não existissem, estaria perdendo meu tempo lhe inventando historias... enfim é assim que é a lei entre os lobos, vampiros, e feiticeiros : “Só podemos se aliar e nos relacionar, aos participantes de sua raça”. Ou seja, só podem se aliar: feiticeiros e feiticeiros, lobos e lobos, e vampiros e vampiros.
Ele dizia como se aquilo fosse muito óbviu. Não sei por que, mas por mais boba que seja esta historia, ela me covencia. Agora estava claro porque meus olhos ficaram brancos naquela manha deste dia.
A porta do meu quarto, explodiu como uma bomba, e no meio da fumaça daquela explosão, estava Laisa, e de acordo com Logan, minha falsa mãe... não tínhamos nos livrado dela ainda. Ela estava diferente, ela tinha enormes caninos afiados, asas de morcego, seus olhos, ainda mais vermelhos , e sua voz ainda mais grave:
- Por favor filho, não acredite nesse feiticeiro de quinta...
Isso me magoou. Ela xingou meu melhor amigo. Senti a fúria dominar meu corpo. E inevitavelmente, em meio segundo, eu me transformei em um enorme cão branco... era o lobo em que Logan falara!
Não sei o por que, mas acreditava nas palavras de Logan, e não pude fazer praticamente nada, e já avancei na minha falsa mãe. Avancei contra corrente e lhe derrubei no chão. Ela me golpeou com sua asa de morcego. Eu cai sobre o chão, mas logo me recuperei, e dei-lhe uma bela dentada em sua asa. Ela gritou de dor. Pude ver o liquido preto escorrendo pela sua asa quebrada, acho que era o sangue de vampiro.
De repente, a voz de Roger apareceu gritando do lado de fora do apartamento .
- Esta tudo bem? Ouvi coisas caindo... - Ninguém respondeu.
- Uma marca tem que ficar em você... filho! - Exclamou Laisa
Ela me mordeu no pescoço e pude ouvir Logan gritando:
- Não!
Apaguei... mas pude sentir a dor da mordida, o tempo todo.
O que tinha acontecido?

Um comentário:

  1. Oi, estou publicando meu livro Quimera no blog http://quimera1.blogspot.com.br , se quiser apreciar uma boa leitura,sejam bem vindos.
    "__Sim. O chefe da segurança ligou para o seu pai, e ele já está vindo. __Ele ainda me abraçava quando confessou. __Eu não devia ter ficado longe de você em nenhum momento da festa. Eu não me perdoaria se algo de ruim tivesse acontecido com você. __E apenas para mim eu comentei que ele estava certo, se ele não tivesse saído de perto de mim nada disso teria acontecido, ninguém teria morrido. Ou talvez tudo pudesse ser muito pior. E quem estaria morta seria eu. E perdida nesses pensamentos, senti sua mão no meu rosto, e não pude deixar de perceber que sua mão não era tão firme e quente quanto uma que me tocara há poucos instantes. Ela levantou o meu queixo, e antes que eu pudesse mergulhar no oceano daqueles plácidos olhos azuis, senti sua boca contra a minha, e por puro egoísmo, senti minha vida começar, enquanto outra se findava."

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