Cheguei do colégio Devolopys
e comi a deliciosa comida de minha mãe, a comida que eu mais adorava...
omelete! Pode parecer estranho, mas eu adorava aquela omelete. Era como se
tivesse um toque especial, que fizesse com que ele fosse meu prato preferido.
Mamãe concordara em oferecer
um jantar ao meu amigo, ela iria fazer lasanha para lhe recebermos bem.
Fiquei pensando como foi a
minha atitude ao falar a um amigo não ser ele mesmo, para ele tirar aquelas
estranhas lentes brancas. Mas conheço minha mãe e tenho certeza de que se ela visse
isso, os olhos brancos de Logan, era capaz de me mudar de escola e ainda falar
em processo por ter alunos “Murfaks”.
Mas isso não me preocupava
muito, pois ele concordou nos primeiros segundos em vir ao jantar com seus
verdadeiros olhos.
À tarde passara rapidamente,
e naquela noite de sexta feira, a campainha do apartamento soou. Era o Logan!
Eram 20:11hrs no relógio da sala de estar, na entrada.
- Eu atendo! –Disse a minha mãe
que estava na cozinha preparando a lasanha.
Passei pela sala de jantar,
e pela sala, atendi a porta abrindo-a.
- Eae Brian! – Logan
estendeu sua mão para que eu pudesse cumprimenta-lo. Demos um aperto de mão
afetuoso.
- Entre! – Lhe convidei saindo
da passagem.
Ele entrou, e ficou
fascinado ao ver a sala de estar de luxo. Logan estava com seus “verdadeiros
olhos”, castanhos, cor de mel.
- Incrível! Esta sala... O
apartamento... tudo!
- Sim, é do meu tio.
Minha mãe aparece de repente
na porta da sala enxugando suas mãos no avental que estava usando. Ela olhou
para Logan, e ele para ela. Ambos deram um sorriso forçado, e minha mãe cortou
o silêncio.
- Logan!
Fiquei perplexo, pois não tinha
mencionado seu nome a ela, então lhe perguntei:
- Como sabe o nome dele?
- Eeer... você... falou o
nome dele.
- Não falei não!
Logan e Laisa se encararam,
até parecia que já se conheciam, achei estranho. Mas mudando de assunto, falei:
- Mãe, a lasanha já não esta
pronta?
Ela olhou para mim e sorriu
novamente.
- Sim! Eeer... Claro, vou
tirar do forno agora mesmo!
Minha mãe saiu da sala,
olhando uma última vez para Logan, lhe encarando.
- O que é isso? – Perguntei a
Logan que sentara no sofá.
- Isso o que?
- Vocês dois... Até parece
que já se conhecem como inimigos.
Logan arregalou os olhos, e
rapidamente negou:
- Não!... Isso não!
Inimigos... Não!
- Mas ficou parecendo
inimigos sim... Que se encontraram depois de muito tempo
Logan arregalou os olhos
novamente.
- Jantar! Venham crianças. –
Gritou mamãe, nos chamando na cozinha.
Logan e eu caminhamos até a
sala de jantar, onde lá vimos a mesa toda decorada com flores e velas. Era o
que mamãe fazia quando vinha uma visita.
Ela apareceu na porta entre
a cozinha e a sala de jantar, com uma bandeja de copos e o delicioso suco de
laranja. Depois, com a maravilhosa lasanha de presunto e queijo que acabara de
sair do forno. Ela nos serviu, colocando um pedaço de lasanha em cada um dos três
pratos na mesa.
- Suco? – Perguntou minha mãe
a Logan com a jarra de suco de laranja em suas mãos.
- Não! – Respondeu ele
rapidamente como se a bebida lhe trouxesse algum mal.
- Eu quero! - Peguei a jarra
da bebida da mão da minha mãe, e quando fui despejar o suco de laranja sobre
meu copo vazio, Logan exclamou:
- Não! Não tome isso Brian! -
eu e minha mãe olhamos confusos para ele com a sua negação... - Por favor!
Minha mãe foi mudando sua expressão para raivosa,
parecendo entender o porque do Logan não
querer que eu tomasse o suco que sempre tomei, e ela exclamou:
- Ele vai tomar! - Insistiu mamãe despejando o suco
sobre o meu copo.
Estava confuso, sem saber o que fazia. Acho que se aquilo continuasse, causaria uma
briga entre os dois.
- Não, ele não vai! - Exclamou Logan com firmeza,
aumentando seu tom de voz, e como ela, ficando raivoso.
- Ele é meu filho, e se eu quiser que ele tome o
suco... – Ela parecia acabar com a discutição
se levantando de seu acento, derrubando a sua cadeira, e afirmando com um tom de
voz mais forte ainda -Ele toma!
Logan também se levantou, encarando ainda mais de
perto, e pontuou a frase com todas as expressões raivosas possíveis:
- Ele... não é... seu filho!
Os olhos castanhos de Logan, de alguma forma, foram
se dissolvendo e logo, ele estava novamente com olhos interamente brancos. O
mesmo aconteceu com mamãe, mas seus olhos não ficaram brancos e sim, um tom de
vermelho vivo como o fogo.
Eu me encolhi no canto, e não sabia o que fazer.
Meu melhor amigo discutira com minha mãe, e minha mãe, discutira com meu melhor
amigo.
De repente, os dois se atacaram, mas não era briga
como socos e chutes, era muito mais intenso, e parecia bem mais doloroso. Eu
tentei interferir na briga, mas sai dela com um arranhão no braço. Logan, no
meio da briga, encostou em meu outro braço, e em uma fração de segundos, estava
no meu quarto de luxo, junto com ele. Confuso, assustado, me sentindo estranho,
eu lhe perguntei tentando me acalmar:
- O que... foi ... isso?
- Olha, não da para explicar muito agora, pois
aquela sua mãe psicopata, daqui a pouco vai nos encontrar... eu não sou aquele
tal “Murfak”... foi o primeiro nome que
veio a minha cabeça, na verdade Murfak é
o vampiro mais poderoso do mundo... Os olhos brancos, significam os
feiticeiros... Lobos, tem olhos negros... E vermelhos são os olhos dos
vampiros... “sua mãe”- ele fez sinal de aspas ao mencionar “sua mãe”- ... ela é
uma vampira...
- O que como assim?
- Calado... deixa eu lhe explicar... Sua mãe na
verdade... não é sua mãe.
- Eu estou sonhando?
- CALADO, e preste atenção! Sua verdadeira mãe, não
existe... quer dizer, ela era uma feiticeira, mas ela morreu, e foi essa sua mãe
falsa, Laisa que lhe matou.
Eu fiz cara de confuso pois parecia que eu acabara
de cair em um programa de piadas.
- Esta entendendo? – Perguntou Logan vendo minhas expressões.
- Estou tentando... continue
- Sua verdadeira mãe, já morreu, era uma boa
mulher, uma boa feiticeira, e ela se casou com um homem, que parecia um humano
qualquer... mas quando ela já tivera você, ela descobriu que na verdade ele era
lobo...
- Feiticeiros não existem!
- Se calar a boca e me deixar falar eu agradeceria,
pois se feiticeiros não existissem, estaria perdendo meu tempo lhe inventando
historias... enfim é assim que é a lei entre os lobos, vampiros, e feiticeiros :
“Só podemos se aliar e nos relacionar, aos participantes de sua raça”. Ou seja,
só podem se aliar: feiticeiros e feiticeiros, lobos e lobos, e vampiros e
vampiros.
Ele dizia como se aquilo fosse muito óbviu. Não sei
por que, mas por mais boba que seja esta historia, ela me covencia. Agora
estava claro porque meus olhos ficaram brancos naquela manha deste dia.
A porta do meu quarto, explodiu como uma bomba, e
no meio da fumaça daquela explosão, estava Laisa, e de acordo com Logan, minha
falsa mãe... não tínhamos nos livrado dela ainda. Ela estava diferente, ela
tinha enormes caninos afiados, asas de morcego, seus olhos, ainda mais
vermelhos , e sua voz ainda mais grave:
- Por favor filho, não acredite nesse feiticeiro de
quinta...
Isso me magoou. Ela xingou meu melhor amigo. Senti
a fúria dominar meu corpo. E inevitavelmente, em meio segundo, eu me
transformei em um enorme cão branco... era o lobo em que Logan falara!
Não sei o por que, mas acreditava nas palavras de
Logan, e não pude fazer praticamente nada, e já avancei na minha falsa mãe.
Avancei contra corrente e lhe derrubei no chão. Ela me golpeou com sua asa de
morcego. Eu cai sobre o chão, mas logo me recuperei, e dei-lhe uma bela dentada
em sua asa. Ela gritou de dor. Pude ver o liquido preto escorrendo pela sua asa
quebrada, acho que era o sangue de vampiro.
De repente, a voz de Roger apareceu gritando do
lado de fora do apartamento .
- Esta tudo bem? Ouvi coisas caindo... - Ninguém
respondeu.
- Uma marca tem que ficar em você... filho! -
Exclamou Laisa
Ela me mordeu no pescoço e pude ouvir Logan gritando:
- Não!
Apaguei... mas pude sentir a dor da mordida, o
tempo todo.
O que tinha acontecido?
Oi, estou publicando meu livro Quimera no blog http://quimera1.blogspot.com.br , se quiser apreciar uma boa leitura,sejam bem vindos.
ResponderExcluir"__Sim. O chefe da segurança ligou para o seu pai, e ele já está vindo. __Ele ainda me abraçava quando confessou. __Eu não devia ter ficado longe de você em nenhum momento da festa. Eu não me perdoaria se algo de ruim tivesse acontecido com você. __E apenas para mim eu comentei que ele estava certo, se ele não tivesse saído de perto de mim nada disso teria acontecido, ninguém teria morrido. Ou talvez tudo pudesse ser muito pior. E quem estaria morta seria eu. E perdida nesses pensamentos, senti sua mão no meu rosto, e não pude deixar de perceber que sua mão não era tão firme e quente quanto uma que me tocara há poucos instantes. Ela levantou o meu queixo, e antes que eu pudesse mergulhar no oceano daqueles plácidos olhos azuis, senti sua boca contra a minha, e por puro egoísmo, senti minha vida começar, enquanto outra se findava."